Acesso rápido

A era da hiperconveniência do varejo

por Marcos Hirai Segunda-feira, 13 de maio de 2019   Tempo de leitura: 5 minutos

Você já imaginou ter os principais produtos dos grandes varejistas dentro da sua casa, permanentemente à sua disposição, a hora que você quiser? Bom, ainda não existem lojas físicas dentro da sua casa ou do seu trabalho. Porém, engenheiros, técnicos e cientistas do mundo inteiro quebram suas cabeças para que isto ocorra no futuro. Diante do desejo de compra, os produtos e serviços precisam chegar o mais rápido possível ao consumidor.

Os “Super Apps dos deliveries de quase tudo” já resolvem parte disto, principalmente com alimentação. Quer comer um Big Mac? Tem. Uma paella? Também tem. Até sorvetes já são entregues por um motoboy. Aqui no Brasil, a Rappi tem agregado cada vez mais funcionalidades. Já entrega até dinheiro! Na China, o WeChat virou uma verdadeira febre. É um “canivete suíço digital” com quase 1 bilhão de usuários.

Com ele, pode-se resolver quase todos os problemas da vida cotidiana em poucos cliques. É possível pedir comida; consultar um médico; reservar pacotes de viagem; paquerar; comprar todo tipo de produto; chamar um táxi; ver postagens de amigos; checar fanpages; e ainda realizar pagamentos.

E a Amazon criou a Alexa. A gigante do e-commerce finca presença física dentro dos lares do mundo, especialmente nos EUA. Apesar de ainda não fazer tudo, a Alexa tem vários truques. A possibilidade de ouvir música por meio de serviços de streaming, como o Spotify; ler os títulos das notícias principais dos jornais que prefere; saber da previsão do tempo ou do trânsito a caminho do trabalho ou encomendar uma pizza ou pedir um Uber por meio do Amazon Echo. Aqui, comprar significa se expressar verbalmente, de forma rápida e prática. Todo o pedido é realizado pela Alexa. E a Amazon entrega os produtos para você.

Mas e quando o consumidor precisa de um produto disponível no e-commerce mas não pode esperar alguns dias para recebe-lo? Precisa do produto para o mesmo dia? Aí surgem o “Same Day Delivery”, expressão inglesa que significa “entrega no mesmo dia”. Essa tendência já se estabeleceu na América do Norte e ainda não é muito aplicada no Brasil.

Mas existem grandes lojas que fazem uso dele, tais como Magazine Luiza, Livraria Saraiva e Netshoes. Entre as internacionais, estão Walmart, eBay e Amazon entre outras. Aliás, foi esta última que deu o “ponta pé” inicial à essa modalidade de entrega em 2012.

As vantagens são inquestionáveis para o consumidor, visto que integra a possibilidade de escolha e preço atrativo ao recebimento rápido do produto na comodidade de seu lar. Com o same day delivery, esse processo, mesmo que seja menos ágil que a retirada imediata, acontece no mesmo dia. Ou seja, o consumidor pode se programar melhor e realizar a compra em qualquer horário do seu dia, desde que esteja dentro da programação de distribuição da empresa. Apesar dos desafios da logística, deve crescer muito esta comodidade por aqui.

Vem da China a inovação das lojas 24 horas autônomas. A Bingo Box é a loja sem atendentes sensação por lá. A loja que não fecha nunca está conectada ao WeChat, plataforma onipresente no consumo chinês. Tem apenas 15 metros quadrados, mas oferece uma variedade de 500 a 800 SKUs de produtos. A Bingo Box é montada sobre módulos que podem ser transportados, já tem mais de 200 unidades abertas e planeja abrir outras 5.000 unidades dentro da China.

Aqui no Brasil, a loja de conveniência Zaitt abriu sua segunda unidade na semana passada, na cidade de São Paulo. Tem foco em food service, snacks, bebidas, produtos de limpeza, higiene pessoal, orgânicos, dentre outros, incluindo produtos frescos e prontos para consumo. O mercado funciona 24h e não tem nenhum atendente, mas conta com a ajuda de muita tecnologia. Câmeras com sensores monitoram cada ação e reconhecem quem está no mercado em tempo real. Para entrar e sair da loja, o consumidor precisa apresentar o QR Code fornecido pelo app da Zaitt ao leitor colocado na porta.

Para levar produtos, o processo é o mesmo. O produto possui um código que deve ser emparelhado ao leitor e, por fim, esse código registrará os produtos que serão cobrados do consumidor quando ele sair da loja. Sem dinheiro, cartões ou operadores de caixa e vendedores envolvidos no processo.

Todas estas tecnologias já estão à disposição do consumidor. Mas muitas outras serão criadas nos próximos anos, provocando uma verdadeira revolução na relação do varejo com o cliente. Com o dia a dia cada vez mais agitado e a crônica falta de tempo das pessoas, tudo o que facilitar a vida do consumidor e aproximar produtos e serviços à sua rotina conquistará sua fidelidade e atenção. E a tecnologia será parte fundamental desta relação. Bem-vindos à Era da Hiperconveniência do varejo!

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