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A democracia no uso do dinheiro

por Renato Pelissaro Segunda-feira, 06 de julho de 2015

O relacionamento com o dinheiro entrou em uma nova era, marcada por indivíduos que estão cada vez mais no comando de suas experiências financeiras. Caem por terra barreiras artificiais criadas pelos antigos sistemas bancários, que se traduzem em horas perdidas com burocracia. Esgotam-se os arcaicos sistemas de identificação aos quais os clientes são submetidos. Cada vez mais pessoas, provenientes das mais diferentes origens, já são capazes de realizar transações e movimentar fundos diretamente, sem intermediários.

Esta nova era dá-se em um contexto de negócios que favorece o desenvolvimento de grandes inovações tecnológicas, criatividade corporativa e oportunidades. Um exemplo é o crowdfunding, que adota o relacionamento interpessoal do universo digital como plataforma de conexão entre pessoas e as causas e projetos nos quais elas acreditam. Testemunhamos recentemente as vítimas de desastres no Nepal sendo ajudadas por estrangeiros que abraçaram sua causa e se solidarizaram com sua dor.

Vemos também que são os empresários e empreendedores digitais, e não embaixadores, que abrem novas rotas de comércio ao redor do planeta. Um exemplo são os pequenos comerciantes brasileiros que vendem suas mercadorias artesanais para vários países mundo afora.

A base para sustentar esta nova e poderosa atividade econômica é a confiança. Quando o assunto é dinheiro, nossa necessidade de confiar em nosso interlocutor não é nova. A novidade está na forma como isto passa a acontecer. Desenvolvedores e especialistas em segurança trabalham para desenvolver a inteligência de programação necessária para proteger o dinheiro e a identidade de quem o usa. Já existem diversas tecnologias de autenticação que realizam o reconhecimento das pessoas, de forma que possamos saber se elas são quem efetivamente alegam em uma transação econômica.

Até aqui, é comum autenticar a nossa identidade por senhas e códigos que torcemos para que não caiam em mãos erradas. Mas o momento pede tecnologias que garantam uma maior proteção às identidades. O PayPal está engajado nessa fronteira. Novos modelos de detecção de risco, envolvendo reconhecimento biométrico por impressões digitais, traços faciais, ou por meio do monitoramento dos batimentos cardíacos, fazem parte deste esforço. Também algoritmos são usados para cruzar milhares de variáveis e fatores a fim de reconhecer quem são as pessoas no mundo digital, em função do acesso feito a partir do dispositivo pessoal de trabalho, de seus hábitos digitais e da sua localização geográfica.

Por que isto é importante? Ao sofisticarmos a forma como detectamos e prevenimos fraude e crimes digitais, é possível estender os serviços de pagamento a diversos países e regiões. Mesmo àqueles conhecidos por suas altas taxas de fraude e que, portanto, viviam à margem das oportunidades da economia digital.

Isto é só o começo. Esse momento de inovação tecnológica tem grandes consequências para o comércio e atividades financeiras. Está se tornando mais fácil comprar, vender, tomar emprestado, emprestar, angariar fundos e fazer doações em nosso próprio bairro ou ao redor do mundo. Somos testemunhas de como a confiança e as novas tecnologias criarão uma nova era de democratização do uso do dinheiro.

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