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Transportadoras para e-commerce: por que existem poucas?

por Rafael Mendes Quarta-feira, 07 de fevereiro de 2018   Tempo de leitura: 3 minutos

Quem vende pela internet já reparou que existem poucas transportadoras para e-commerce no Brasil. Para as pequenas e médias lojas virtuais, a dificuldade de encontrar uma transportadora com abrangência nacional e preço competitivo é ainda maior! O número toma dimensões ainda menores quando comparado com o número total de transportadoras no país, algo em torno de 135.000 empresas, de acordo com a ANTT – Agência Nacional de Transporte Terrestre.

Atualmente, a empresa de transporte com maior atuação nas entregas para as pequenas e médias lojas virtuais é o Correios. No setor privado, podemos listar em média 10 empresas que atendem a esse perfil de loja. Isso significa aproximadamente 0,007% das empresas de transporte rodoviários de carga. Impressionante, não? Entenda o motivo para isso.

Mudança histórica

Apesar de o transporte ser uma das atividades mais antigas da humanidade, também sofre com algumas mudanças ao longo dos anos. A ascensão do comércio eletrônico é recente e, mesmo com o alto índice de crescimento, ainda representa uma fatia muito pequena do varejo de produtos. Além disso, as entregas para lojas virtuais são extremamente fragmentadas, com pedidos embalados em pequenos pacotes. Cerca de 60% do que é vendido online se enquadra numa das seguintes categorias: livros/apostilas, cosméticos/beleza, telefonia, informática, esportes, decoração, roupas e acessórios.

Rentabilidade

A rentabilidade do frete está diretamente relacionada ao volume: quanto mais volume total, maior a diluição do custo total e, portanto, custo unitário menor. A lógica é que os caminhões devem rodar cheios, maximizando sempre a taxa de ocupação. Em geral, as transportadoras podem trabalhar carga dedicada, ou seja, um caminhão inteiro com cargas da mesma empresa, ou transporte fracionado, tendo carga de várias empresas dentro do mesmo veículo.

Volume

Segundo o relatório Webshoppers 2017, o e-commerce brasileiro movimentou cerca de 106.000.000 de pedidos ao longo do ano passado, em torno de 8.800.000 mensais. O problema é que uma boa parte desse número está concentrado em algumas das principais varejistas e o restante diluído em milhares de lojas virtuais espalhadas pelo território nacional. Outro ponto importante de se analisar é que, conforme foi mencionado acima, os pacotes são fracionados. Imagine quantas embalagens de roupas, livros, perfumes ou celulares são necessários para preencher uma carreta?

Particularidades

O transporte para e-commerce conta com algumas particularidades em relação a outros segmentos, como é o caso do curto prazos de entrega, necessidade de sistemas de roteirização e rastreamento complexos, capilaridade de coletas e entregas, frota de veículos urbanos e o fracionamento dos pacotes. Segundo a 3ª Pesquisa do Varejo Online, realizada pelo Sebrae, as pequenas lojas virtuais têm em média 50 pedidos mensais, uma média de 2,4 pedidos por dia útil no mês.

Ao conhecer a realidade do transporte de cargas e do comércio eletrônico, fica mais fácil de entender o motivo de existirem poucas transportadoras aptas e com foco em atender o e-commerce. A razão para essa inviabilidade está no modelo operacional atual, no qual os custos são elevados demais para entregas de carga fracionada com grande abrangência e aparato tecnológico que o segmento demanda.

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