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Amazon no Brasil: uma opção ou uma necessidade para o varejista?

por Fernanda Rosa Terça-feira, 06 de fevereiro de 2018   Tempo de leitura: 4 minutos

A Amazon está impactando quase todos os cantos do mundo do varejo e a sua entrada da Amazon no Brasil reestrutura a dinâmica de compras, mexe com a cadeia de suprimentos e exerce uma enorme pressão de preços e margens.

Mais de 43% do faturamento online americano pertence à Amazon e mais da metade dos consumidores pesquisam por produtos na Amazon ao invés de utilizar o Google, segundo o portal campaignlive.co.uk. E como se não fosse suficiente a empresa resolveu expandir o business e recentemente comprou a Whole Foods, rede de supermercado multinacional de produtos naturais e orgânicos, por $13,7 bilhões e já mostrou competitividade no tempo de entrega e nos preços reduzidos.

Para a realidade do mercado online dos Estados Unidos e do Reino Unido, a Amazon já faz parte da estratégia de mídia digital, e no Brasil não deverá ser diferente. Ebit mostra que mais de 25% das vendas do comércio eletrônico no Brasil são feitas através de marketplaces, e a previsão é de chegar a 40% no fim de 2018 e a 50% em 2019.

Mas, e qual o impacto da Amazon no Brasil até o momento?

A operação da Amazon no Brasil começou pelo segmento de livros há 5 anos, e em outubro de 2017 expandiu para Eletrônicos, itens de cozinha, entre outras subcategorias. De acordo com o portal de notícias retaildive.com, foram 110 mil produtos inclusos em Eletrônicos, como smartphones e acessórios, TVs, notebooks, câmeras, videogames, computadores, impressoras, som, tablets, sendo Sony, Samsung e Motorola as principais marcas.

Segundo o Google, já é possível perceber o impacto no volume de pesquisas por Amazon no Brasil, o qual subiu 27% nos últimos 3 meses após o lançamento da categoria de Eletrônicos. Esse número só tende a aumentar à medida que os brasileiros forem impactados pelo Amazon Effect – que representa a evolução contínua e a interrupção do mercado varejista, tanto online como em lojas físicas, resultantes do aumento do comércio eletrônico.

E ainda de acordo com a Similar Web, com dados de outubro a dezembro de 2017, o volume de tráfego online na Amazon Brasil já representa 50% do tráfego da Magazine Luiza, que possui uma consolidação no mercado brasileiro há anos.

Então, recapitulando, temos 3 grandes indicativos de que o cenário para a Amazon Brasil é extremamente positivo:

  1. Marketplace deve chegar a 40% no final de 2018 e 50% em 2019;
  2. Volume de pesquisas por Amazon aumentou 27% nos últimos 3 meses.
  3. O tráfego online da Amazon já representa 50% do tráfego da Magazine Luiza.

 Quem já está anunciando na Amazon?

Desde a entrada da categoria de Eletrônicos, as ofertas da Amazon têm sido agressivas para os lojistas, a qual estaria negociando uma taxa de comissão de 10%, sem cobrança de antecipação de recebíveis, enquanto as suas concorrente diretas, como a B2W, trabalham com taxas de 12%, segundo informação da Gazeta do Povo.

Considerando pesquisas por palavras-chave de algumas categorias na Amazon Brasil, foi possível perceber que grande parte dos players são ainda de pequeno a médio porte. Entre os que estão liderando nas primeiras páginas de resultado para as respectivas buscas, são:

 

TV Smartphones Notebooks
TaQi Magazine Gaya Bits & Bytes tecnologia
Mega Mamute Girafa Sir Tecnologia
Iniciativa Vertical Webfones Discultura
Grande Eletro WebTudo IB Importação
Intersolução Clubnet Infoprime
Prime15 Discultura PC Informática
Girafa EletroStore Salão da Informática

Então, a Amazon é uma opção para os varejistas no Brasil?

Eu diria que mais do que uma opção é uma necessidade emergente, pois será questão de tempo até a Amazon se consolidar no Brasil, assim como nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Para os varejistas de menor porte ou menos conhecidos, eu diria que a necessidade é ainda mais urgente, pois existe uma oportunidade latente para criar reputação através de reviews enquanto a competitividade no marketplace ainda é baixa. Ou seja, ainda que sua empresa possa ser menor ou menos reconhecida no mercado, se seu produto tiver bom volume de reviews positivos o consumidor estará mais propício a comprar da sua empresa, mesmo com o aumento posterior da concorrência. Isso porque para boa parte dos consumidores não importa quem é o lojista, já que para ele quem está vendendo é a Amazon.

Para as agências de marketing digital, a oportunidade está em dar suporte aos lojistas nas estratégias de campanha dentro do marketplace, visto as novas funcionalidades emergindo na Amazon Advertising Platform.

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1 comentário

Comentários

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  1. Como voce entende a presença para a Amazon do ponto de vista da Indústria como fornecedora de produtos? Sabe-se que mundialmente a Amazon tambem se abastece da industria e vende seus produtos juntamente com os sellers no Market Place. Esse cenário tende a ser sufocante para a industria que passará a ter situações de “leilão” dentro somente da loja Amazon para ver quem será o dono do buy box. Não acha? Quais são alguns pontos positivos e negativos?

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