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3 dúvidas frequentes sobre precificação dinâmica

por Fernando Toledo Sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Em busca de auxiliar na disseminação do conhecimento acerca da inteligência de preços, separei três perguntas recorrentes em nosso dia-a-dia para aqueles que ainda não estão tão familiarizados com a tecnologia e seus desdobramentos.

Caso você não conheça nada, ou saiba pouco sobre o assunto, aconselho a leitura destes três artigos antes de continuar sua leitura aqui: “Mas o que é precificação dinâmica, na prática?”, “O que é precificação inteligente?” e se ainda tiver algum resquício de dúvida, “Diferenças entre precificação dinâmica e precificação inteligente”.

1 – “Trabalho em um e-commerce na parte de precificações. A precificação dinâmica vai prejudicar meu emprego?”

Negativo. O que acontecerá é que ao invés de passar incontáveis horas monitorando preços de concorrentes e mudando-os na plataforma de e-commerce manualmente, você passará a auxiliar no pensamento estratégico e tático da empresa, analisando dados e construindo análises que suportarão um crescimento maior e mais sólido.

2 – “A precificação dinâmica significa guerra de preços?”

Também não. A precificação dinâmica auxiliará o varejista a aplicar de forma efetiva e controlada a estratégia de preços que desejar. Por exemplo: Para a categoria de eletrônicos, a loja XYZ pode desejar ter um preço acima da média do mercado visto que possui um sortimento mais vasto, não encontrado em muitos lugares.

Ao mesmo tempo, pode desejar ter certos produtos com preços bem baixos para atrair fluxo. Além disso, na categoria de informática, ela pode ter um estoque melhor executado, tendo diversas oportunidades de ser o “único produto disponível”, podendo reprecificar em busca de uma margem maior. A ideia é fazer com que os varejistas tenham o melhor preço possível, o que não significa ser o menor.

3 – “O monitoramento de dados é mesmo feito em tempo real?”

Esta é uma questão muito importante. É de suma importância frisar que o monitoramento em tempo real é inviável, pelo menos nos tempos atuais. Isto porque para realizar este trabalho, seria gerado um gigantesco fluxo de informações entre as partes envolvidas no processo (empresa de precificação e site monitorado), causando assim lentidão no site monitorado, podendo até tirá-lo do ar.

Além disso, este fluxo é facilmente identificado por sistemas de bloqueio de IP e outras formas de segurança que os sites possuem, comprometendo a confiabilidade das informações fornecidas pela empresa de precificação.

Por isto, é muito importante desconfiar do “tempo real” oferecido. Na maioria dos casos, o que ocorre é que o monitoramento é feito de X em X horas, porém, divulgado como tempo real, o que vemos não ser o correto.

A sugestão que dou é buscar por empresas que façam o monitoramento com visitas inteligentes, que visam identificar e aprender com as movimentações feitas pelo mercado. Desta forma, otimiza-se o monitoramento dos dados sem prejudicar sites ou a qualidade da informação.

Além disso, o que se deve pesquisar na hora de buscar uma empresa de precificação é a taxa de confiabilidade dos dados exibidos na plataforma (isto é a porcentagem de vezes em que você acessa a plataforma, confere o preço e ele está correto), pois assim você terá uma métrica real e palpável do serviço a ser contratado.

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