Marketplaces: vale a pena estar em mais de um ao mesmo tempo?

por Carlos Alves Quinta-feira, 10 de agosto de 2017   Tempo de leitura: 3 minutos

Segundo estimativa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o e-commerce nacional deverá crescer 12% em 2017, quando comparado com o ano anterior, faturando R$ 59,9 bilhões. Ainda de acordo com o levantamento, 24% das vendas serão feitas nos marketplaces, indicando grande força no setor.

Esse modelo bem-sucedido, consolidado na América do Norte, apresenta crescimento expressivo no Brasil. O mercado atrai diversos novos vendedores que, diariamente, buscam aproveitar o alto fluxo de visitas e a credibilidade junto aos consumidores dos players envolvidos.

De acordo com a ABComm, 45% dos comércios eletrônicos se restringem a somente um marketplace, enquanto apenas 7,4% dos vendedores virtuais atuam em três ou mais. A informação possui uma simples explicação: ao aumentar a quantidade de canais de vendas, as dificuldades crescem igualmente.

Para atuar em diversos grandes canais, o know-how é essencial. Crescer aos poucos e cuidar do caixa da empresa devem ser prioridades, pois vender muito sem estar preparado para tal avanço pode gerar uma despesa insustentável ao negócio, transformando o grande volume de vendas em um transtorno.

Confira abaixo três cuidados que precisam ser tomados para garantir o sucesso de uma operação dentro desse grande canal de compra e venda de produtos, que é, hoje em dia, uma das principais tendências dentro do comércio eletrônico.

1. Escolha correta

Existem alguns marketplaces que são especializados em nichos de mercado, como vestuários, calçados, produtos artesanais e livros, entre outros. Dessa forma, é primordial que o gestor faça um estudo aprofundado e escolha qual player apresentará maior aderência do seu produto. Dessa forma, será mais fácil ganhar destaque por meio do canal externo.

2. Estoque

Cuidar da gestão de estoque é essencial para qualquer lojista, tanto de espaços físicos quanto virtuais. Ainda hoje, é comum ver empreendedores que criam armazenamentos virtuais e atuam em regime de cross docking – ato de vender sem possuir o produto, adquirindo do fornecedor apenas quando a aquisição foi feita pelo consumidor final.

Essa prática pode ser uma armadilha perigosa para atuar em marketplaces, pois conforme o volume de vendas aumenta, as despesas operacionais se elevam e as contas podem não fechar. Além disso, o prazo de entrega é um dos fatores que influenciam os clientes na hora de finalizar a compra.

3. Atendimento

A importância de crescer de forma moderada, acompanhando a experiência adquirida, permite que o gestor trabalhe quais são as melhores maneiras de atendimento possível. Assim, conforme o volume aumenta, as lojas conseguem se preparar para atender mais consumidores de olho na satisfação deles, o que pode gerar recorrência de venda.

Mantendo a atenção a esses pontos, é possível manter um progresso constante e sustentável, entendendo quais são as regras de cada canal e se habituando com suas particularidades para que sua loja virtual migre para outros marketplaces gradativamente, aumentando a capacidade do e-commerce.

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